Uma maloca-museu para Feliciano Lana, o filho dos desenhos dos sonhos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29147/dat.v5i3.245

Palavras-chave:

Arte Indígena, Arte Contemporânea, Legado, Memória

Resumo

Quando um mestre morre leva com ele uma infinidade de experiências e conhecimentos, foi assim que nos sentimos quando perdemos o Sr Feliciano Lana, indígena do povo Desana que o Covid-19 levou nesta crise de saúde mundial. O texto que compartilho aqui é uma reivindicação ao que o Sr Feliciano Lana representa aos artistas indígenas contemporâneos e também uma tentativa de levar sua memória para além das fronteiras índio-aldeia. É preciso compreender a produção de Lana como uma importante geografia no que podemos repensar a arte brasileira, ou arte originária. O legado que Lana nos deixa é um banco de dados, conhecimentos mágicos e cotidianos que conectam os mundos, que precisam ser estudados, preservados e compartilhados com todos, principalmente com aqueles que ainda irão nascer. Enquanto índio-artista eu preciso cuidar da memória para que ela esteja presente nos pensamentos vivos, pois entender o passado é cuidar para que o futuro seja uma boa experiência para os que virão. É preciso enquanto artista pensar sobre uma arte-pussanga e uma maloca-museu para ampliarmos o sentido da arte.

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Biografia do Autor

Denilson Baniwa

Denilson Baniwa, 36 anos, nasceu em Mariuá, no Rio Negro, Amazonas. Sua trajetória como artista inicia-se a partir das referências culturais de seu povo já na infância. Na juventude, o artista inicia a sua trajetória na luta pelos direitos dos povos indígenas e transita pelo universo não-indígena apreendendo referenciais que fortaleceriam o palco dessa resistência. Denilson Baniwa é um artista antropófago, pois apropria-se de linguagens ocidentais para descolonizá-las em sua obra. O artista em sua trajetória contemporânea consolida-se como referência, rompendo paradigmas e abrindo caminhos ao protagonismo dos indígenas no território nacional

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Publicado

2020-10-19

Como Citar

Baniwa, D. . (2020). Uma maloca-museu para Feliciano Lana, o filho dos desenhos dos sonhos. DAT Journal, 5(3), 42–46. https://doi.org/10.29147/dat.v5i3.245

Edição

Seção

Curadoria, design expositivo e museu