Design thinking na ressignificação do visagismo

Crítica às bases excludentes e mensuração facial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29147/datjournal.v11i1.1011

Palavras-chave:

Design Thinking, Visagismo, Inclusão, Diversidade

Resumo

Este artigo investiga a prática do visagismo, em busca de uma revisão crítica dos métodos excludentes e das controversas técnicas de mensuração facial. O objetivo é cotejar as principais bases teóricas da área, propondo a ressignificação da sua práxis por meio de abordagens mais inclusivas, utilizando para tanto o Design Thinking. A metodologia desse estudo é qualitativa e descritiva, baseando-se em revisão bibliográfica e documental, incluindo livros, artigos científicos, dissertações e teses. Ao analisar a origem e evolução do visagismo, discutindo as influências culturais dominantes nos conceitos de beleza, se verificam falhas das clássicas abordagens visagistas, como as práticas de mensuração facial. Nesse sentido, o Design Thinking, por ser uma metodologia abrangente, é proposto como base para o processo de consultoria, com o intuito de estruturar e melhorar as práticas visagistas. Os resultados apontam que o Design Thinking pode ser uma ferramenta eficaz para tornar o visagismo uma prática mais inclusiva e representativa, valorizando a diversidade cultural e étnica.

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Biografia do Autor

Fábio Ritter, Universidade Anhembi Morumbi

É professor e assessor acadêmico na Universidade Anhembi Morumbi, graduado em Estética e Cosmética com ênfase em Visagismo e Terapia Capilar pela Anhembi Morumbi e em Design Gráfico e Digital pela FAM. Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC-SP e doutorando em Design pela UAM. É autor do livro *Visagismo Acadêmico no Século XXI*. É fundador da Revista Digital Visagismo e, em 2022, recebeu o prêmio máximo do Programa de Performance Extraordinária da Ânima.

Luciana Brandão, Universidade de São Paulo

É mestre e pesquisadora em Estudos Culturais pela USP. Com formação complementar em Harvard (ALARI) e pós-graduações em Antropologia, Filosofia e Sociologia, foca sua investigação em Estética Política, Moda e Diáspora Afro-latino-americana. Graduada em Visagismo, é fundadora do CEAC e membro de grupos do CNPq/CAPES. Atuou como docente auxiliar na USP e bolsista Santander na Universidade de Tarapacá (Chile). Ativista e palestrante, utiliza o Visagismo e a Estética Política como ferramentas de resgate da memória afrodescendente e valorização cultural, promovendo autoestima e representatividade em instituições públicas e privadas.

Ana Mae Barbosa, Universidade de São Paulo; Universidade Anhembi Morumbi.

É graduada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1960), com mestrado em Art Education pela Southern Connecticut State College (1974) e doutorado em Humanistic Education pela Boston University (1978). É Professora Emérita da Universidade de São Paulo e titular da Universidade Anhembi Morumbi. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Arte/Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Ensino da Arte e contextos metodológicos, História do Ensino da Arte e do Desenho, Ensino do Design, Administração de Arte, Interculturalidade, Pedagogia Visual, Estudos de Museus de Arte, Mediação Cultural e Estudos Visuais. Vice-coordenadora do GEPABOF e membro do GEARTE.

Heloisa Mendes Pereira, Universidade Anhembi Morumbi; HMP Arquitetura; Centro Universitário Unifaat.

É arquiteta e urbanista graduada pela Universidade Estadual de Londrina (2014) e mestre em Arquitetura, Tecnologia e Cidade pela Universidade Estadual de Campinas (2021). Doutoranda em Teoria, História e Crítica do Design pela Universidade Anhembi Morumbi (bolsista CAPES). É proprietária do HMP Arquitetura e docente do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Unifaat. Atuou como pesquisadora coorientadora na Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência nas áreas de Arquitetura, Design, Design de Interiores e Design Gráfico. Atua em pesquisas com ênfase em projeto arquitetônico, arquitetura paulista, acervo de arquitetura, design, design de interiores e ensino multidisciplinar.

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Publicado

2026-04-16

Como Citar

Ritter, F., Brandão, L., Barbosa, A. M., & Pereira, H. M. (2026). Design thinking na ressignificação do visagismo: Crítica às bases excludentes e mensuração facial . DAT Journal, 11(1), 4–19. https://doi.org/10.29147/datjournal.v11i1.1011