Fanzines como memória gráfica

práticas de registro e preservação no Brasil e em contextos internacionais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29147/datjournal.v11i2.1164

Palavras-chave:

Fanzines, memória gráfica, preservação, acervos, design gráfico

Resumo

Este trabalho investiga processos de registro, organização e preservação de fanzines no Brasil e em contextos internacionais, compreendendo essas publicações como objetos da memória gráfica e da produção de conhecimento no campo do design e da cultura visual. Parte-se do pressuposto de que os fanzines constituem práticas de experimentação gráfica relacionadas à construção de narrativas dissidentes, cuja permanência depende de estratégias de registro, organização e acesso capazes de garantir sua preservação. A partir da análise de experiências de preservação desenvolvidas em instituições acadêmicas, culturais e acervos especializados, o estudo examina diferentes estratégias de organização dessas publicações. Metodologicamente, adota abordagem qualitativa de caráter cartográfico, fundamentada em revisão bibliográfica e na análise de experiências de preservação. Os resultados indicam que, enquanto instituições estrangeiras apresentam estratégias mais consolidadas de organização, acesso e preservação, no Brasil essas práticas permanecem fragmentadas, embora existam iniciativas relevantes voltadas à salvaguarda desses materiais. Conclui-se que o fortalecimento de ações de registro, organização e preservação contribui para ampliar a visibilidade dos fanzines, favorecendo sua consolidação como memória gráfica, patrimônio cultural e objeto relevante para o design contemporâneo.

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Biografia do Autor

Ana Paula Hoffmann Frittoli Basaglia, Universidade Anhembi Morumbi

É Mestre e Doutora em Design pela Universidade Anhembi Morumbi, especialista em Design Gráfico pela Fundação Armando Álvares Penteado, graduada em Desenho Industrial e em Comunicação Visual pela mesma fundação. Atua como designer e editora e seus interesses de pesquisa incluem design gráfico, fanzines, publicações independentes, design e educação, processos editoriais alternativos e cultura visual.

Ana Mae Barbosa, Universidade de São Paulo

É Professora Emérita da Universidade de São Paulo (USP) e no Mestrado/ Doutorado em Design da Universidade Anhembi Morumbi. Fez mestrado e doutorado nos Estados Unidos. Doutora Honoris Causa pela Universidad Nacional de las Artes (UNA) da Argentina, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Foi presidente da International Society of Education through Art (1990-1993) e da ANPAP — Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, e também Diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP (1987-1993). Publicou mais de 30 livros sobre Arte e Arte/ Educação. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Prêmio CAPES Anísio Teixeira 2026 na categoria Educação Superior, o 7º Prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher” na categoria Humanidades (2026), a Ordem Nacional do Mérito Científico (Brasil, 2004) e o Prêmio Internacional Herbert Read.

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Basaglia, A. P. H. F., & Barbosa, A. M. (2026). Fanzines como memória gráfica: práticas de registro e preservação no Brasil e em contextos internacionais. DAT Journal, 11(2), 244–253. https://doi.org/10.29147/datjournal.v11i2.1164