Design feminino: o fio invisível entre o ideal de feminilidade, a institucionalização da arte têxtil, a distinção simbólica entre os gêneros e a aliança com os poderes hegemônicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29147/datjournal.v10i3.1087

Palavras-chave:

Bordado manual, Design, Feminino, Gênero

Resumo

Este artigo integra o conteúdo de uma pesquisa de doutorado que investiga o bordado manual como modo de resistência, expressão e luta associada a pautas femininas, cujo objetivo é compreender como essa prática, historicamente conformadora de um ideal de feminilidade subserviente, também opera, de maneira subjacente, como desobediência, criando espaços de resistência aos estereótipos de gênero. Nos limites deste ensaio, buscou-se entender como o bordado dialoga com a distinção simbólica e valorativa atribuída aos papéis sociais e aos gêneros, por meio da análise de sua instrumentalização como ferramenta de discriminação de gênero e fundamento para a construção de um design feminino. Para tanto, examinou-se a institucionalização da arte têxtil pelas escolas europeias Glasgow School of Art, Bauhaus e Vkhutemas, berços e marcos do design ocidental moderno. O fio condutor do estudo é um breve recorte histórico de capítulos da história da mulher, imbricado a momentos pontuais da história da arte têxtil, do bordado e do design no Ocidente, articulado a teorias do campo do gênero.

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Biografia do Autor

Clícia Ferreira Machado, Universidade Anhembi Morumbi

Doutora em Design pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Bolsista PROSUP/ CAPES – PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo/SP, Brasil. Mestre em Estudos de Linguagens pelo CEFET/MG.

Mirtes Marins de Oliveira, Universidade Anhembi Morumbi

Mestre e Doutora em Educação: História e Filosofia, pós-doutora pela FE-USP. Professora da Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, Brasil.

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Publicado

2026-01-29

Como Citar

Machado, C. F., & Oliveira, M. M. de. (2026). Design feminino: o fio invisível entre o ideal de feminilidade, a institucionalização da arte têxtil, a distinção simbólica entre os gêneros e a aliança com os poderes hegemônicos. DAT Journal, 10(3), 200–213. https://doi.org/10.29147/datjournal.v10i3.1087