As marcas vivas do barro: Ancestralidade e olhar decolonial na cerâmica mediterrânea de València e afro-indígena do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.29147/datjournal.v10i3.1076Palavras-chave:
Cerâmica, Ancestralidade, Decolonialidade, MulticulturalidadeResumo
Este artigo explora a cerâmica como prática ancestral e contemporânea que conecta experiências históricas e culturais entre Valência e Brasil, a partir de uma leitura decolonial voltada para a visibilização de saberes e memórias subalternas. Por meio da análise da cerâmica valenciana —com sua herança andalusí e mediterrânea— e das produções brasileiras —marcadas pela confluência de tradições indígenas, africanas e europeias—, evidencia-se o papel do barro como arquivo de resistências e mestiçagens. A perspectiva decolonial proposta concebe a ancestralidade como um processo vivo de ressignificação cultural, capaz de questionar a homogeneização imposta pelos relatos eurocêntricos. Além disso, enfatiza-se o potencial pedagógico da cerâmica para construir imaginários críticos, reconhecendo na diversidade cultural um caminho para o enriquecimento, a restituição histórica e a transformação social.
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